"I am human and I need to be loved, just like everybody else does"

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Something

Não sei o que dizer neste momento. Estou triste, estou melâncólico. Não tenho vontade de chorar mas sinto as lágrimas a quererem sair. O meu cérebro esta dormente e eu sinto-me a flutuar. A noite está humida e serena. Ao fundo ouve-se o rio e um ou outro cão vadio, tal como eu. No meio destas ruas perdidas, esquecidas no tempo, eu estou. Não sei quem está mais perdido, se eu ou as ruas. Também não sei quem está mais esquecido. Numa vida passada a correr, dou-me conta que não sei quem sou. Não tenho tempo para mim. Suavemente, escuto uma musica brasileira, estilo bossa nova. Fala em ter paz e amor. Tenho muito pouco disso. Culpa minha? Sim... em muito, sem duvida. Run away...


P.s.: Mais uma vez estou atrasado, mas desejo a todos um excelente 2007... e aproveito para dar os parabéns a este blog que fez dois aninhos e eu nem dei conta

Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

Mais vale tarde...

... do que nunca, sempre ouvi dizer, por isso:


Feliz Nataaaaal!


=)

Domingo, Novembro 19, 2006

Stand still. Breath in.

Sit down, give me your hand
I'm gonna tell you the future
I see you, living happily
With somebody who really suits ya
Someone like me

Stand still. Breath in
Are you listening?

You don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you

Stand still. Breath in
Are you listening?

You don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Maybe truth, maybe lies
Made me want you
Maybe dumb, maybe wise...?
I don't know

Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
You don't know
Somebody's hurting. Holding it all in
Somebody can't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Love show
Letting your love show

Skye - Love Show



Esta é a minha musica. É a tua musica. Por nenhum motivo em especial, apenas porque me lembra de ti. Está associada a ti...
Porque és especial pra mim, porque não me és indiferente. Entraste na minha cabeça e no meu coração sem pedires permissão, e eu tenho medo. E fujo. Erro com quem mais queria que estivesse a meu lado, com quem queria partilhar a minha vida, com quem quero partilhar tudo.

Lembro-me bem daquele fim de semana. O teu olhar, o teu jeito.. a conversa segue, com uma enorme vontade de te abraçar, de te dar a mão. O fumo do cigarro voa lentamente no céu, cada vez mais claro. Tu partes.. com uma parte de mim, com um lugar no meu coração que vai crescendo a cada segundo, um lugar trancado com uma chave que so tu tens.

Eu tenho medo de amar. De me entregar. De sonhar.. E ai fujo, no momento em que vejo que vou começar a cair, quando sinto as lágrimas a quererem explodir nos meus olhos. Assim me perco, fico sem saber o que fazer. Porque cometemos os maiores erros com quem mais queremos? Eu não sei responder. Vêm mil imagens a minha cabeça. Mil vezes que te olhei, mil vezes que te toquei, mil palavras que falei, mil abraços que não te dei. E neste momento está tudo tão errado.

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Conclusões

Ninguém se quer prender a ninguém. É essa a conclusão que retiro após ver um episódio do Sexo e a Cidade, da minha própria experiência de vida, e dos que aconteceu a uma grande amiga minha. Eu proprio não quero gostar realmente de ninguém. Não me quero prender, amo a minha liberdade, e, acima de tudo, não estou disposto a sofrer.
Num mundo em que toda a gente está a morrer por nos ver na cama, mandar a foda mágica e desaparecer tão rápido quanto o tempo que demorou a atingir o orgasmo - não, não estou disposto a isto. Sei que imponho demasiadas barreiras, que sou muito frio, mas na minha opinião, quem realmente gostar de mim vai ter que lutar muito. E não, não estou a fim de largar as minhas saidas diárias, as minhas idas á discoteca, nem tão pouco as minhas criancisses.
Se sinto a falta de estar com alguém? Sim, sinto. Não vou mentir. É optimo adormecer abraçado a alguém a ouvir Zero 7. É uma sensação inexplicável trocar o "eu" pelo "nós". Sentir-mo-nos amados por alguém, e amarmos alguém. Mas isso não cai do céu, não aparece ali na esquina do fundo nem tão pouco no próximo sinal vermelho em que eu parar.
E já lá vai o tempo em que eu caía em conversas moles, em que me iludia com meia dúzia de palavras.
Sou humano, não estou livre de voltar a cair no mesmo, mas hoje, neste momento posso dizer: sim, estou sozinho, e não me sinto nem um pouco triste por isso.

Antes só que mal acompanhado, sempre ouvi dizer.

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Cansei de ser sexy!

Esta é a minha nova paixão:



Cansei de Ser Sexy


Terça-feira, Outubro 03, 2006

.

Estava eu no Bairro Alto, quando de repente vi alguém que já não via ha imenso tempo. Um rapaz. Ele pisca-me o olho de longe, eu aproximo-me e cumprimento-o com um aperto de mão. Sigo. Nunca entendi bem porque é que perco sempre o contacto com os meus Ex. Talvez porque também nunca me tenha esforçado o suficiente para manter uma relação de amizade com algum deles, ou também porque o meu feitio não é muito susceptivel a isso. Mas bem, não é disso que quero falar. Após o ter visto, fiquei extremamente pensativo. Vi como mudei tanto num ano. Como deixei de ser ingénuo, e como estou mais frio do que alguma vez fui. Eu olho para trás e sinto tudo tão distante. Nunca tive muito jeito para lidar com sentimentos. E muito, mas muito dificilmente os consigo mostrar abertamente a alguém. Mas pensando bem.. como seria possivel eu mostrar alguma espécie de sentimentos por alguém, se pura e simplesmente não os possuo?

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Té logo!

Levanto-me ao meio dia. Já estou atrasado, tenho que sair de casa no máximo á uma e meia. Saio da cama, vou a casa de banho, meto a escova de dentes na boca mais a respectiva pasta e enquanto escovo os dentes faço o habitual 'xi-xi. Mais aliviado, dirijo-me ao meu quarto, onde ja está um copo de leite a minha espera. Enquanto bebo o leite, escolho a roupa que vou vestir e ligo o pc com o pé. Ponho o Outlook a receber os mails, enquanto vou a casa de banho preparar a banheira. Já no banho, lavo-me rapidamente, aplico gel na cara enquanto com a outra mao vou lavando o cabelo. Fora, ja enrolado a uma toalha, enxaguo o corpo e vou aplicando o tónico na cara com a ajuda dum algodão. Finalmente terminei, ponho o creme e as lentes de contacto. Vou a correr buscar o almoço. Fodasse, esqueci-me de arrumar a mala! Enquanto almoço arrumo a mala, ligo o messenger, respondo as mensagens no meu telemovel que ja estao a uma eternidade á espera de ser respondidas, e corro de novo pra casa de banho. Levo a fruta para lá e seco o cabelo enquanto vou comendo a fruta. O secador ora está no meio das pernas ou na mão. Comi a fruta, vou lavar os dentes, e já não sei bem se ponho a escova do cabelo na boca, ou a escova de dentes. Tenho que ver as horas, ja devo tar atrasadissimo - penso. Não tenho o habito de andar com relógio mas também não sei onde enfiei o raio do télemovel. Corro ate ao quarto e lá está ele! Não posso demorar nem mais um segundo. Saio porta fora, berro "Té logo!" ja no hall do prédio e saio a correr. Uff! Apanhei o bus a tempo. Ligo os headphones ao télemovel e meto a tocar uma musica tipo house ou algum remix - faz-me andar mais rápido! Saio onde tenho que sair, e a meio do caminho encontro-me com a Andreia. Falamos um pouco, andando muito rápido. Finalmente chegamos ao nosso local de trabalho. Deixo a mala em cima da secretária, restam-me 8 minutos. Acendo um cigarro á pressa, fumo e entro.

São 18H. Saio do trabalho já a correr. Estou atrasado, tenho que ir carregar o telemovel e ainda fazer umas compras. Passo na Vodafone, carrego o telemovel e sigo. No hipermercado, vou direito ao que tenho que comprar. Na secção dos iogurtes uma senhora oferece-me uma amostra dum iogurte qualquer. Aceito, e vou falando com ela a medida que me vou afastando, pois não posso ficar ali a perder tempo. Dirijo-me a caixa, ponho tudo no tapete rolante enquanto procuro na mala onde enfiei o cartão. A rapariga atende-me, diz-me que posso marcar o código. Estou com o telemovel na mão e ja não sei se marque o código no telemovel ou no comando do multibanco. A rapariga entrega-me o talão, deseja-me uma boa tarde, e pisca-me o olho. Paro 1 segundo a pensar se ela esta realmente a piscar-me o olho, sorriu e desejo-lhe uma boa tarde. Vou a correr para o autocarro e apanho-o milagrosamente. Ena, ja poupei no taxi, penso. Chego entao a casa, e vou-me despindo a medida que vou arrumando tudo no seu devido lugar. Ligo o pc, e ponho alguma coisa a tocar bem alto. O vizinho de cima bate no chão mas sabe bem que eu estou-me a foder pra alma dele. Lembro-me que tenho que comprar tabaco, e o telemovel não para de apitar. Convites para ir pra Lisboa, pra ir jantar, ir ao café e sei lá que mais. Recuso: hoje não dá, estou cansadissimo e para além disso as minhas noites são da Raquel, excepto aos fins de semana. Numa sms alguém diz que gosta mesmo de mim e que quer muito tomar café comigo. Desculpa miudo, não tenho tempo. É o que respondo, e até nem é mentira nenhuma. Sento-me na minha secretaria, vejo os mails, os hi5's e alguns blogs e paginas que visito regularmente. Toque de mensagem: quem será? Raquel. "Pute vem pra baixo as 20e30". Sorry girl, não tenho tempo, so consigo estar ai as 21H.
E é assim que o tempo passa, a correr. Sinto realmente tudo a passar por mim á vlocidade da luz, mas quem corre por gosto não cansa. Não é?
Já estou atrasado, tenho que ir jantar e ainda vestir-me pra sair e lavar os dentes...

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

FUCK

By Etienne de Crecy

Sábado, Agosto 26, 2006

Talvez

Talvez sejamos os filhos da droga. Talvez nesse teu olhar baço. Os nossos cabelos voam, o vento choca connosco e eu não sei porquê. Eyeliner borrado nos teus olhos, lágrimas silenciosas. Será a reflecção dos meus olhos? Tu sorris e eu rio-me. Automaticamente acendes um cigarro. Sinto a falta dum abraço neste momento. Talvez. Talvez se o tivesse. Talvez fosse diferente. Talvez fossemos diferentes. A nossa liberdade custa-nos muito caro, mas talvez...

Quinta-feira, Julho 20, 2006

Promiscuous man eater (?)

Promiscuous girl
Wherever you are
I’m all alone
And it's you that I want

Promiscuous boy
You already know
That I’m all yours
What you waiting for?

Promiscuous girl
You're teasing me
You know what I want
And I got what you need

Promiscuous boy
Let's get to the point
Cause we're on a roll
Are you ready?

Nelly Furtado, Promiscuous, album Loose


Adoro amo deliro com esta musica. Gosto do som gosto da batida e em parte talvez me identifique um pouco... Whoa Nelly! Que grande som! =D

Terça-feira, Julho 11, 2006

Slowmotion

Esta um vento forte hoje. A cada onda de poeira, vou surfando, empurrado no vento que insiste em me por a franja em cima dos olhos. Estou perdido neste dia abafado, nesta praia de alcatrão, onde em vez de um por do sol em tons laranja no horizonte, apenas nuvens negras estão presentes. Não sei onde pairam as estrelas, mas estou ansioso por ver o sol nascer. Estou farto desta poeira, desta maré sem rumo nem retorno. Slowmotion parece ser a ordem do dia.

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Sunrise Groove Party

Sabado á noite o DJ Vibe esteve no forte de São Filipe. Eu como não poderia deixar de ser lá fui, e posso dizer que adorei. Dançar a noite toda, num castelo, com vista pra Setúbal, Troia e o rio Sado é lindo.. e o som 5*! mas lindo lindo foi ver a noite virar dia =) oh saudades de sabado...

Segunda-feira, Julho 03, 2006

Não sei muito bem quando ou como

Não sei bem onde nos perdemos, ou quando nos separamos. A vida segue rumos diferentes, os caminhos separam-se e quando olhamos para trás sente-se a saudade de tempos idos..
Foi bom ir ao café. Falar com voces. Ver que a nossa amizade continua exactamente a mesma.
Estamos todos diferentes, crescemos, no entanto as nossas brincadeiras e sorrisos não foram perdidos pelo caminho.

Também foi bom ouvir "tu continuas o mesmo pa! As mesmas brincadeiras e tudo, até o teu ar de puto se manteve!" hehe =P

Quarta-feira, Junho 28, 2006

+18

Não resisti a fazer a seguinte versão baseada na nova musica da Nelly Furtado (aka Nelita para os amigos)

I'm a man eater
Just wanna fuck hard
Please make a blow job
throw me up the wall


Para além de ordinária, não esta um máximo?? =p loool acho que vou sugerir que ela rectifique a letra =)

Sábado, Junho 24, 2006

No negro horizonte

Os nossos olhos brilhavam a cada estoiro no céu. Estrelas explodiam no infinito. O efeito era reproduzido fielmente na face de um prédio espelhado e no ecrã de um telemovel, capturado pela aquela objectiva indiscreta, numa resolução de 320 por 240.

Foguetes numa noite fria.

No ar pairava aquele cheiro característo, acusando de imediato o cigarro de enrolar. Não havia escapatória possivel. Mais tarde, na esquina da esquadra da policia, fumamos um cigarro. Encostados, um pé no chão, outro na parede. Rimos no presente de situações passadas no passado.

O mel escorria, preguiçoso, naquela doce torrada.

Segunda-feira, Junho 19, 2006

Coisas que não entendo

Há cerca de dois meses, após muito ter insistido vir comigo ao café, lá aceitei o convite dum gajo que eu teclava volta e meia no Messenger. Estava um dia chuvoso, eu estava sem paciência nenhuma, e avisei-o logo que apenas poderia estar com ele meia hora pois as 21H tinha que ir ter com a minha amiga Keu. Ele veio, fomos ao Di Roma, e mal lhe falei. Não fui com a cara dele, não era mesmo nada o meu estilo, e tratei de o despachar em pouco tempo. Para além disso fui extremamente arrogante, antipático e estava com umas trombas até ao chão. Ele bazou e eu fiquei a pensar que tão cedo não voltaria a chatear-me. Não é que mesmo assim, vem sempre falar comigo na net e ainda tem a lata de perguntar quando é que nos podemos encontrar novamente?!
Se eu me encontrasse com alguém que me fizesse o que eu fiz a ele, para além de me ter passado e de provavelmente armar uma cena que o outro não se ia esquecer tão cedo, bloqueava-o de imediato no Messenger e nunca mais quereria ver o focinho dele! Enfim, ha cenas que não se percebem mesmo..

Sonho

Hoje sonhei que estava num avião. Esse avião tinha as janelas todas partidas, com plastico a tapar as janelas. Os bancos pareciam os dos comboios mais antigos, e estavam todos rasgados. Houve um incêndio no avião e entretanto deixei de sonhar com isso. Um pouco mais tarde, sonhei que estava numa casa. Essa casa ficava num tronco oco de uma arvore enorme. Não sei bem como, mas também se incendiou. Acordei. Resolvi então tentar encontrar o significado dos sonhos:


Incendio - "
Amor ardente, impetuoso, sufocante. Desejo sexual que se extravasa durante o sonho. Se é premonitório, indica drama passional.

LOL

Sábado, Junho 17, 2006

Tenho o mundo a meus pés mas o chão foge-me.

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Don't speak

Eu prometi a mim mesmo não me voltar a apaixonar por ninguém. Pelo menos, não me apaixonar a serio. Não tão cedo. Porquê? Porque sim. E porque sim. Porque não quero. Porque não queria. Porque tenho medo, muito medo. Medo de sofrer. De me magoar. De não ser correspondido. De perder uma amizade. Etc etc etc. Mas num piscar de olhos tudo se inverteu e tudo ficou fora de controlo. No teu piscar de olhos. Na minha reflecção no teu olhar, enquanto os teus olhos piscavam. E o coração bate mais forte. E apanho os meus lábios a sorrir, sem razão aparente. E os olhos brilham mais, e não, não é das lentes de contacto.




Naquele momento, tocavam os No Doubt, no meio de todo aquele barulho mecânico. Don't tell me cause it hurts, cantava Gwen. Eu pensava Don't go away... cause it hurts.

Sexta-feira, Junho 09, 2006

Envy me



Adoro a publicidade ao perfume da Gucci. Agora só não sei se fiquei apaixonado por a rapariga ou se estou com uma inveja enorme de não ter uma carinha daquelas, ou pior, um olhão daqueles! x)

Terça-feira, Junho 06, 2006

E o meu verão mal começou

Foi no fim das minhas férias
Estava na praia a andar
Parei nas ondas do teu corpo
O por do sol ficou nesse olhar
Estava na areia a curtir um som
E toda a paisagem do meu verão
Quando tu chegaste a mim

E o meu verão não acabou
És o sol que aquece o Outono que chegou
E sei que contigo eu estou bem
E quando estás comigo não há mais ninguém
E se um dia o sol deixar de brilhar
Eu sei que te vou recordar
Como o verão yeah que não acabou

Já de regresso a casa
O sol continua a brilhar
Falamos várias vezes
Mas temos de nos encontrar
Nao sei se a escola em que eu vou andar
Será a mesma onde tu vais estar
Mas quero ver-te mesmo assim

E o meu verão não acabou
És o sol que aquece o Outono que chegou
E sei que contigo eu estou bem
E quando estás comigo não há mais ninguém
E se um dia o sol deixar de brilhar
Eu sei que te vou recordar
Como o verão yeah que não acabou

E são estes momentos
Que me fazem continuar
A alimentar o sonho que o verão
Não pode acabar!
E o meu verão não acabou
És o sol que aquece o Outono que chegou
E sei que contigo eu estou bem
E quando estás comigo não há mais ninguém

E o meu verão não acabou
És o sol que aquece o Outono que chegou
E sei que contigo eu estou bem
E quando estás comigo não há mais ninguém
E se um dia o sol deixar de brilhar
Eu sei que te vou recordar
Como o verão yeah que não acabou



Hoje é um dia estranho, segundo dizem. Em que cenas macabras acontecem e que no final das duas uma ou nasce o 'anti-cristo' ou então o mundo acaba lol.
Uma coisa posso garantir: só o facto de eu estar aqui a postar a letra duma musica portuguesa, ainda por cima dos Morangos com Açucar, é por si só, uma cena brutalmente macabra =P
Eu quase que posso dizer que estou possuído. E não é que passo o dia a cantar isto?!



Estávamos no fim do Rock in Rio,
Veio aquele puto melgar.
Abalou no comboio das oito
e deixou o 'eu a chorar.
...
Mas o meu verão mal começou
E o Justin ainda nem sequer chegou
...
lá lá lá

(um pequeno aparte para uma pequena criatura =) ihih)

Segunda-feira, Junho 05, 2006

Ser beto em 5 passos:

1 . Cabelo grande, de preferencia po loiro, pontas pra fora tipo Madonna style;

2 . Ter o tique de abanar a cabeça pro lado, tipo penalty, para desviar o cabelo dos olhos;

3 . Ser arrogante;

4 . Ser futil;

5 . Em 99% das saidas deixar o cérebro em casa. É algo que não faz falta e para além disso para surfar na Ericeira ou no Guincho basta apenas a prancha;



Para ser beto, possuo o ponto 1, 2 e 3. Futilidades não é muito o meu género, e o cérebro apenas o deixo em casa 75% das vezes que saiu =P
Anyway, de beto so mesmo o cabelo e o nariz empinado, por vezes =)

Domingo, Junho 04, 2006

Arrábida / Novembro 2005











O motivo eu já nem sei...

Os Livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado,
Só pra ler, no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor

A noite eu me deito, então escuto a mensagem do ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de Amor

Os Livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que eu sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar, ao seu lado,
Só pra ler, no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor

A noite eu me deito, então escuto a mensagem do ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor
Uma mensagem de Amor


Metrô - Mensagem de amor

Sábado, Junho 03, 2006

20:55

Eram 20:55H. Aquele comboio partira, desaparecera no horizonte, levando consigo alguém especial e fazendo com que lágrimas caissem dos meus olhos. Para trás ficaria um fim de semana perfeito, como ha muito não se via. Conversas numa varanda, na calada da noite, entre o fumo esvoaçante e envolvente de uns quantos cigarros. Tardes de céu alaranjado, brisa quente no rosto, e alegria interior. As olheiras não escondiam o cansaço de todos nós. Ao mesmo tempo o nosso olhar mostrava a grande amizade que sentiamos.
Naquele pequeno mundo chamado Bairro Alto, fiel á Porta dos Fieis, ali estava eu, ali estavamos nós. Onde tantas outras conversas tiveram lugar, e esta vez não seria excepção. As palavras soltaram-se á medida que os nossos pés guiavam o caminho. E de repente, o tempo passou. Relembrou-se os sentimenos mais profundos, falou-se da vida, dos problemas, de tudo. Não com tristeza, não com raiva. Apenas falou-se. De forma aberta, espontanêa, sincera. E após o sol nascer, durante uma hora os nossos olhos fecharam-se. E vagueamos. Vadiamos. Até as portas se fecharem, e o coração ficar apertado. Na janela do comboio, um olhar fixo, cada vez mais distante. Desapareceu.

Desapareceu, mas ficou o sentimento, a amizade, o amor. Aqui, no meu coração.

Quinta-feira, Maio 25, 2006

Return of the Jedi?

São 18e28H. Lá fora está vento. O sol bate no estore, e a luz que entra reflecte os buracos do estore na parede do meu quarto. O cortinado voa, devido á corrente de ar. O vento é quente, brinca com os meus cabelos deixando-os despenteados. O meu cabelo está grande, e continua o mesmo, ora quase loiro ora quase preto, ninguém o entende. Á minha frente estão cd's espalhados pela secretária, duas canetas, as chaves de casa e dois télemoveis, um deles aberto e sem cartão.
Neste preciso momento toca o meu outro telemovel, uma mensagem, de alguem que nao me é nada, apenas um conhecido, mas que aos poucos vai conquistando o seu espaço.
A meus pés sente-se o ritmo forte do som de uma musica estilo Bossa Nova, as vibrações vindas do subwoofer espalham-se no chão do quarto, dando quase a sensação que um gigante se aproxima a passos largos.
Estou melancólico e penso na vida, olho para a janela em busca de respostas, mas esta nunca me respondeu.
Nos cd's estão musicas e fotos. Penso no que perdi, no que mudei, desde então. O por-do-sol, uma estrada na serra da Arrábida, um espreitar de luz entre as árvores, um fake "amo-te", o mar e a areia, eu ali espelhado em mil recordações do passado, recordações essas presas em imagens, tudo e nada que foi na altura a minha vida e que jamais se repetirá.

Raro tem sido o dia que fiquei em casa, excepto para dormir. Têm sido dias passados a rir na companhia de uma só pessoa, que eu sei que ficará do meu lado para a vida inteira. Uma rapariga que me mudou, ao longo dos anos. E de tão diferentes que eramos ao inicio, com o passar do tempo, ficámos iguais. É bom sentir e saber que de tantas pessoas que aparecem e desaparecem na minha vida, ela continua sempre lá.
Ontem estive por Lisboa. É raro estar por Lisboa agora. Tinha saudades, saudades não sei de que, saudades do passado que passou e do futuro que não aconteceu. Ao mesmo tempo, senti a necessidade de me afastar. Enjoei, e o que antes era brilho, hoje, está baço. Possivelmente eu cresci um pouco. Um pouco pequeno, minúsculo, mas que me fez ver algumas coisas com outros olhos. Mais tarde ou mais cedo eu volto. Eu sei que volto.
Questiono-me do que é feito daqueles fins de tarde quentes de verão, em que me viam de camisa e calças de ganga com uma moscila ás costas. Tudo se tornou banal, vulgar. Já não ha fascínio ao andar nas ruas do Chiado, do Bairro. Já não me engano nas linhas do Metro. Perdeu a graça.
Ao longo do tempo muitas pessoas conheci. Maioria não sei que é feito delas. Recordo apenas algumas pessoas que ficaram no meu coração, e que mesmo não estando com elas, não as esqueço.
Lembro-me de um fim de tarde no Noobai, das estrelas no céu na praia do Guincho, de estar sentado na areia numa praia da Costa da Caparica, de jantares no McDonald's e no agora fechado Cup&Cino do Chiado, de noites e noites passadas em discotecas, de conversas soltas, faladas entre um cigarro e uma musica, tanta coisa... que é feito de tudo? Que é feito de mim?
Amar foi uma palavra que quase desapareceu do meu dicionário. Continua lá, rasurada, apagada, esquecida e sinceramente, não quero que fique a 'Negrito' e sublinhada tão depressa.
Já não sei ha quanto tempo não escrevia aqui nada, e não me apetece ir ver. Não sei se voltarei a escrever ou não, nem sei com que regularidade. Hoje apeteceu-me, apenas isso.
São 19e33H. Tenho que me ir despachar para sair. Ainda falta o jantar. E começo a ver que estou atrasado, que estou sempre atrasado, estou sempre atrasado, sempre atrasado, atrasado...

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Na calada da noite

As luzes cintilavam suavemente na rua, criando um jogo de sombras bastante misterioso e assustador. Era uma rua apertada, perdida no meio de labirínticas ruas onde em cada esquina espreitava um dealer ou uma puta, e nós caminhávamos os 3 à procura de quem vendesse um pouco de céu instantaneo, algo que nos mostrasse as estrelas e algum sentido na nossa vida perdida. As paredes estavam estaladas, e a tinta, quando ainda exisitia, caía aos poucos. De casas bastante degradadas, provinham gritos e choros. Aquelas paredes contavam historias de passados tristes e arruinados, de vidas perdidas, de loucuras insanas e prazeres descomunais. Elas viram a desgraça humana... Knock knock knock. A janela abre-se, e espreita uma rapariga dos seus 19 anos, magra e de cabelo bastante oleoso, com olheiras profundas:

- Tens da cena?

- neps puto, tou seca, hasta ai! -
respondeu ela

Continuamos por a rua a fora, onde se houve uma kizomba provinda de um bar decrépito e o som grave, longinquo, de uma musica pimba qualquer. Na rua brincam crianças, maioria negras, falando uma mistura de Português e criolo, que eu mal consigo entender. Passa por nós um indivíduo, soltanto um cheiro intenso, não de perfume mas de Haxixe. Usa um blusão, e por baixo, uma sweat com capuz. Apenas quando ele inpira o cigarro se ve um pouco da face dele. Os seus olhos reluzem em tons laranja e preto, um olhar diabolicamente surreal, reflectindo a ponta acesa do cigarro. Descemos então pela longa Rua dos Mareantes, e chegamos á baixa. Não se vê ninguém nestas ruas solitárias, apenas murmurios levados pelo forte vento que se faz sentir. Seguimos pela avenida, onde há mais animação. Por nós passa um grupo de pessoas mascaradas, e escondemos rápidamente os telemóveis. É necessario ter-se muito cuidado nestas alturas, e já me basta ter ficado sem um telemóvel o mês passado. O grupo passa e ficamos mais aliviados. Mais á frente, entramos no meio da multidão, chocando com pessoas mascaradas, bêbedas e fétidas, com quem aproveitamos para gozar e por incrível que pareça eles gozam consigo mesmo. Enfim, gente triste. Já sentados á beira do rio, ouvimos o pulsar forte das colunas das discotecas, parecendo trovoes constantes. A lua reflecte a sua luz no rio, tornano-o quase prateado, ondulando suavemente com os barcos dos pescadores por cima. Fumamos o cigarro, e pensamos o que iremos fazer amanhã. Falamos sobre a vida e como lamentamos tanta coisa. Temos perfeita noção que não será sempre assim. Não pode ser sempre assim. Já desanimados, o 'puto' puxa a corda dum barco, conseguindo puxar não um, mas dois barcos que estavam atrelados á mesma corda.


- Consegui! Vamos, corram, vamos salvar as nossas vidas! Andem, venham dar um rumo novo á vossa vida, vamos para além daquela linha, para além do horizonte, para além da lua e das estrelas! - Diz ele, com um sorriso ingénuo e malandro nos lábios.


-Cala-te puto, ainda não fumaste nada e já estás é com a moca. Deixa lá os barcos dos pescadores sossegados que o nosso horizonte é naquela direcção, para casa! - Digo, a sorrir, enquanto faço o meu melhor para esconder as lágrimas quase a esplodir dos meus olhos. Era tão bom que fosse assim tão fácil puto...


Vamos andando calmamente para a baixa, de mãos nos bolsos, sós e calados. Tá um frio de rachar e não convém fazer barulho por estas bandas. Deixamos a Keu em casa, e continuamos o caminho, eu e o puto, até á praça dos táxis.


- Puto vou apanhar o taxi para casa, ficas bem? vens comigo?

- Neps, ainda tenho que passar pelo bar do João. Porta-te, té manhã! -
Responde o puto virando as costas e continuando o caminho dele.


Entro no taxi. Aparentemente tive sorte, o taxista é simpático. No caminho fala-me de roubos que tem havido pela escuridão da noite, mortes, facadas e tiros, para aqueles que quizeram resistir.


- Não pense que quem entrega tudo aos ladrões é covarde, não senhor. Muitos já se armaram em herois e perderam as vidas.. verdade, verdadinha! - Vai falando o taxista.


Eu vou dizendo que sim, abanando a cabeça, enquanto ele fala sem parar. Estou distante mas não consigo deixar de achar graça aquela figura. Já careca, com uma boina na cabeça e um bigode branco muito farto, numa cara roliça e vermelhinha. Sinto um certo conforto por ter apanhado um taxista assim, e não um daqueles trombudos e resmungões que tantas vezes se apanha. Num instante chego ao meu destino, pago e ofereço o troco ao taxista, que agradece e me deseja que tenha uma boa noite.
-Isso já não sei se será possivel, respondo, sorrindo. Ele fica pensativo e eu fecho a porta do carro. Ele segue.
Chego a casa, já está tudo a dormir a estas horas. Trato da minha higiene pessoal, e deito-me rapidamente. Estou estafado. Ligo entao o Hi-Fi, programo-o para se desligar dali a 30 minutos, e ponho em repetição continua Distractions, dos Zero 7. Adormeço sempre a ouvir esta musica. Dou uma volta na cama e abraço-me a mim mesmo. E assim adormeço.

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

Sentir

O vazio é constante em mim, mas por vezes é tão forte que me assusta e a unica vontade que tenho é chorar imenso. E lembro-me. Recordo tempos idos em que eu era feliz. Sinto a falta de sentir. Tenho saudades de sentir algo por alguém. Sentir algo a serio. Sentir cá dentro, no fundo do coração. Sentir-me-te. Sentir-te-me. Sentir.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Protect me...

Não é necessario dizer mais nada, esta musica diz tudo.

It's the disease of the age
It's the disease that we crave
Alone at the end of the rave
We catch the last bus home

Corporate America wakes
Coffee republic and cakes
We open the latch on the gate
Of the hole that we call our home

Protect me from what I want...
Protect me protect me

Maybe we're victims of fate
Remember when we'd celebrate
We'd drink and get high until late
And now we're all alone

Wedding bells ain't gonna chime
With both of us guilty of crime
And both of us sentenced to time
And now we're all alone

Protect me from what I want...
Protect me protect me
Protect me from what I want...
Protect me protect me

Protect me from what I want...
Protect me protect me
Protect me from what I want...
Protect me protect me


Placebo - Protect me from what I want, album
Sleeping with ghosts

Domingo, Fevereiro 12, 2006

A falsa alegria dá lugar á verdadeira tristeza

Sabado á noite. Discoteca. Dançamos. Tudo é lindo á nossa volta. Sem duvida, a noite, através das suas sombras, dos seus mistérios, consegue transformar tudo, hipnotizando-nos. A musica aumenta o nosso nível de adrenalina, e tu gritas, louca, que somos os melhores, que aquela merda é toda nossa, que somos os mais lindos, os mais desejados, o casal perfeito. Já cansados e ligeiramente bebados, sentamo-nos um pouco, e na euforia pulas para cima de mim e beijas-me, deixando o resto do grupo totalmente chocado. Afinal, estamos numa discoteca gay. Das-me a mão, levantamo-nos e corremos para o balcão para mais uma bebida. Estamos tão alegres. O maço de tabaco já acabou, e olhando para o relógio, vemos que são horas para intoxicar ainda mais os nossos corpos. Saimos da discoteca e sentamo-nos numas escadas, drogamo-nos. A falsa alegria dá lugar á verdadeira tristeza, e choramos. Choramos muito. Tu lamentas-te que ela não te ama. A unica pessoa por quem eras capaz de fazer tudo, de largar tudo, não te quer. Mas tens toda a gente que quizeres na tua mão Keu... - digo. Mas eu não quero toda a gente, apenas queria ela puto, apenas queria ela.. - respondes tu. Eu concordo e lamento-me. Sempre tive tantas pessoas atrás de mim, e quem eu realmente quis nunca tive. Fiz tanta merda, fui tão arrogante, e pela primeira vez que me decido a lutar por alguem verdadeiramente, essa pessoa não me liga nenhum. Temos os dois tudo para sermos felizes, mas não o somos. Tão bonitos mas tão vazios, tão alegres mas tão tristes, tão populares mas tão sós. Abraço-te com força e sinto-te a tremer. Eu sei que não é do frio. Dou-te um ultimo beijo na boca. Olho nos teus olhos digo que tudo vai correr bem e que um dia vamos ter alguem que nos faça realmente felizes. Tu sorris. Sabes, tanto quanto eu, que é mentira. Mas preferimos acreditar que assim o será, para aliviar um pouco da dor que vai cá dentro. Neste momento percebo como somos tão iguais. A nossa unica diferença é que tu fazes-te de forte a tempo inteiro, tentando nunca mostrar o que realmente és. E até nisso eu sou igual a ti, mas nunca consigo fazer-me de forte muito tempo. Sou frágil e isso transparece facilmente. Limpando as lágrimas da face, e descendo as escadas muito devagar para não me espalhar no chão, digo para irmos para dentro, ainda ha muito para curtir esta noite e tristezas não pagam dividas. Tu concordas e vamos os dois. Subimos as escadas e voltamos á pista de dança, lindos e alegres, dançamos que nem uns loucos. We're the stars, baby. E lá do fundo aparece a Loira, a gaja com que tinhas curtido á 15 dias atrás. Voces ficam a conversar e eu decido afastar-me. Pouco depois já estão agarradas a dançar e aos beijos. Eu sorrio ao ver-te, mas não consigo deixar de pensar no vazio que tens dentro de ti. No vazio que nós temos dentro de nós. Na nossa falta de carinho, de afecto, que nos faz andar de pessoa em pessoa à procura dum abraço e de um beijo. À procura dum sentimento que já tivemos e não temos mais. À procura de momentos passados projectados no futuro, em diferentes lugares, com pessoas diferentes.
O nascer do sol aproxima-se, e vamos embora.
Saio só da discoteca, sem ninguém, mas não me sinto nem um pouco triste por isso. Não quero estar com ninguém assim, não dessa maneira. Não quero curtes. Quero algo que me preencha, e não algo que ajude a aumentar este vazio.
Vamos todos no carro. Tu encostas a cabeça no meu ombro, e eu encosto a minha cabeça sobre a tua. Não é necessario falares para eu saber o que vai ai dentro.
Boa noite Keu, dorme bem...

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

E aqui estou eu, mais uma vez pseudo deprimido. Desta vez tentei ser diferente. Ser mais atencioso, menos frio, menos arrogante, não fugir assim que começava a sentir alguma coisa, por minima que fosse. Aparentemente, não resultou.
É engraçado. Dizem-me que a melhor arma de sedução é o desprezo e cada vez mais vejo que isso é verdade. Quanto mais desprezo dou, mais lutam por mim. Tentei que desta vez não fosse igual a tantas outras, esforcei-me para que fosse diferente. Não resultou.

Domingo, Janeiro 15, 2006

Estou triste. Acordei as 16h e pouco, depois de mais uma noite de borga como habitual. Sinto um vazio tão grande que me assusta. Não sei explicar o porquê deste sentimento. Talvez a musica que tenho estado a ouvir tenha contribuido para isso [Parlov Stelar feat Odette Di Maio - Faith]. Sinto falta de gostar verdadeiramente de alguém. Sinto falta de tanta coisa. A noite não me irá salvar para sempre. Um dia as luzes neon irão apagar-se e aí acabou a festa. Tanta gente à minha volta. O que é verdade, o que é mentira? Nada neste momento faz sentido. Nem este texto. Estou farto de lamentar-me por tudo e por nada. Mas.. há alturas que não há nada a fazer. Gostava de ser diferente. Ou talvez não. Sei lá!

Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Coisas de betos

Este ultimo sábado fui ao Trumps. Já não punha lá os pés a algum tempo, e sinceramente as ultimas vezes que lá fui odiei. Desta ultima vez fiquei bastante surpreendido, o ambiente estava optimo, muita gente gira e a musica espectacular! Foi uma noite muito bem passada, e ainda deu para aprender umas coisas: como é que um beto mete conversa/tenta engatar outro? Simples! Diz qualquer coisa como "O teu cabelo é muito fixe/bonito, etc etc".
Cheguei a esta conclusão após alguns betos meterem-se comigo por causa do cabelo, e não consegui deixar de achar piada a isto lol